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Bullying, sinônimo de agressão moral, física, psicológica. Palavra não traduzida para a língua portuguesa, mas facilmente entendida por se tratar de um fenômeno crescente da sociedade brasileira: a violência. Mas só brasileira? Não, as vítimas e seus algozes estão espalhados pelo mundo inteiro e em várias culturas. Envolve relação de poder e mando. A conseqüência é que as vítimas também acabam se tornando agressores. Mas, então, o que fazer visto que as proporções estão gritantes? A escola tem enfrentado todo tipo de violência envolvendo alunos, pais e professores e deve contar com um importante segmento para ajudar na questão: a orientação educacional.

O enfoque da orientação educacional tem mudado no decorrer de sua história, no início com vistas à profissionalização, passando por várias abordagens e possibilidades diagnósticas com ações interventivas. Hoje, após várias reflexões, estamos caminhando para um conceito menos clínico-terapêutico e mais social. O orientador com uma visão mais ampla e sistêmica dos problemas sociais e da violência lança seu olhar sobre o todo: a família, sala de aula e sociedade: age no sentido de ajustar as suas práticas na prevenção, distancia-se do imediatismo e dos “incêndios” do dia-a-dia na escola.

No caso do bullying, a orientação educacional atua conjuntamente com o pedagógico e famílias, sempre levando em consideração que sanções e limites não são suficientes, ou mesmo a identificação das causas do baixo rendimento escolar e encaminhamentos para áreas afins: a violência vai além de tudo isso, enfraquece, desestimula, entristece. O orientador deve desenvolver projetos que visem à mudança de paradigmas, trabalhar no sentido de formar, informar, valorizar os atos de respeito ao próximo, a elevação da auto-estima e do amor. É preciso fortalecer as relações e os vínculos de afeto na escola e família, mesmo que algumas delas não sejam a que idealizamos.

Receita pronta? Não. A luta contra o bullying é um grande desafio, possível numa junção de esforços. O orientador educacional – profissional qualificado não somente em ajustar o aluno a regras e normas sociais – se vê envolvido na tarefa de promover o bem-estar, mas isso deve ser feito sem ingenuidades ou pretensões, o problema já está instalado, o real é muito mais comprometedor e abrangente, envolve sistema e política, educação versus capitalismo. Mas vamos esperar mudança para agir? Quem sabe agindo no micro algo grandioso possa acontecer?



*Orientadora educacional da EC 203 – Santa Maria (DF)



http://portaldoprofessor.mec.gov.br/















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