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Zen no vestibular

A massagem pode baixar os níveis de tensão dos jovens que concorrem às tão disputadas vagas


Nervosismo é quase sinônimo de vestibular. Tudo bem. "Alguma dose de estresse é mesmo importante para a concentração", explica Regina Spadari, da Universidade Federal de São Paulo. Só não dá para perder o controle. Aí o hormônio cortisol vai às alturas e pode causar aquele branco na hora do exame. Para ajudar os vestibulandos a lidar bem com esse momento, a fisioterapeuta Heloisa Ferreira, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, criou uma massagem. Ao todo, 32 vestibulandos de 17 a 24 anos receberam duas sessões dela por semana, de 40 minutos cada uma, entre os meses de setembro e novembro. Repetido por dois anos, o estudo deu resultado. "Os estudantes que passaram pela terapia ficaram com o cortisol sob controle e ainda tiveram melhores taxas de aprovação no vestibular (64%) do que o grupo de controle (34%)", diz Heloisa.

A terapia corporal criada na Unicamp começa pela cabeça e se estende por regiões dos ombros e quadris, além de músculos e articulações pelo corpo todo. Deve ser feita por um profissional porque exige mistura de técnicas de amassamento, deslizamento e mobilizações. O que mais pode ajudar? Siga as dicas de Ana Maria Rossi, presidente da divisão brasileira do International Stress Management Association (Isma).


1. Exercitar o corpo
Trinta minutos quatro vezes por semana é o ideal. O vestibulando pode escolher o exercício que mais lhe der prazer.



2. Mais lazer e amigos
Não é porque as provas se aproximam que o estudante precisa cortar festas e cinemas do calendário. As boas relações sociais ajudam a dar um chega pra lá no estresse.

3. Alongar-se
É tiro e queda para soltar os pontos de tensão. Uma boa pedida é o roteiro a seguir:

Maxilar

- Gentilmente pressione os dentes.
- Respire fundo.
- Solte o ar lentamente (pelo nariz).

Pescoço

- Abaixe o queixo próximo ao peito.
- Levante lentamente.
- Repita os movimentos.

Ombros

- Eleve os ombros até perto das orelhas.
- Solte lentamente.
- Repita os movimentos.

4. Alimentar-se bem
Quem passa horas e horas nos livros deve comer de quatro em quatro horas, pelo menos, para evitar a hipoglicemia. Evite doces ou bebidas à base de cafeína - eles estimulam a hiperatividade e dificultam o sono. Os lanches entre as refeições podem ser frutas ou cereais.
Quem passa horas e horas nos livros deve comer de quatro em quatro horas, pelo menos, para evitar a hipoglicemia. Evite doces ou bebidas à base de cafeína - eles estimulam a hiperatividade e dificultam o sono. Os lanches entre as refeições podem ser frutas ou cereais.

5. Respirar profundamente
- Expire tudo o que puder.

- Inspire lentamente só pelo nariz (para purificar o ar que entra) por cerca de cinco segundos.

- Segure por alguns segundos e solte.




100 livros essenciais da literatura brasileira

Quais são os 100 livros fundamentais, essenciais, imperdíveis da literatura brasileira? Que romance, poesia, crônica ou conto você não pode deixar de ler na vida? Dom Casmurro, Brás Cubas, Macunaíma, Sargento de Milícias, Grande Sertão Veredas e outras grandes obras do Brasil. A revista Bravo selecionou os 100 melhores livros dos melhores autores do país. Aqueles clássicos que caem no vestibular com 100% de certeza. Um ranking dos livros mais importantes do Brasil. Veja a lista no final do texto ou siga as dicas de 17 educadoras que selecionaram os livros essenciais para ler dos 2 aos 18 anos e chegar a vida adulta com boas referências, no hotsite Biblioteca Básica.

Escritores costumam ser, até por ofício, bons frasistas. É com essa habilidade em manejar palavras, afinal, que constroem suas obras, e é em parte por causa dela que caem no esquecimento ou passam para a história. Uma dessas frases, famosa, é de um dos autores que figuram nesta edição, Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros". Quase um século depois, a sentença é incômoda: o que fazer para fazer deste um Brasil melhor? No que lhe cabe, a literatura ainda não deu totalmente as suas respostas.

Outro grande criador de frases, mais cínico na sua genialidade, é o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, outro autor representado nesta edição. Dizer que "toda unanimidade é burra" é muito mais que um dito espirituoso: significa mesmo uma postura em relação às coisas do mundo e do homem tão crucial quanto aquela do criador do Sítio do Picapau Amarelo.

É evidente que o ranking das 100 obras obrigatórias da literatura brasileira feito nesta edição não encontrará unanimidade entre os leitores. Alguns discordarão da ordem, outros eliminariam títulos ou acrescentariam outros. E é bom que seja assim, é bom que haja o dissenso: ficamos longe da burrice dos cânones dos velhos compêndios e da tradição mumificada.

Embora tenha sua inevitável dose de subjetividade, a seleção feita nesta edição, contudo, está longe de ser arbitrária. Os livros que, em seus gêneros (romance, poesia, crônica, dramaturgia) ajudaram a construir a identidade da literatura nacional não foram desprezados (na relação geral e na ordem). Nem foram deixados de lado aqueles destacados pelas várias correntes da crítica, muito menos os que a própria revista BRAVO!, na sua missão de divulgar o que de melhor tem sido produzido na cultura brasileira, julgou merecer.

O resultado é um guia amplo, ao mesmo tempo informativo e útil. Para o leitor dos livros de ontem e hoje, do consagrado e do que pode apontar para o inovador. Não só para a literatura, mas também, como queria Lobato, para os homens e para o país que ainda temos de construir. A seguir, os 100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de autor. Leia e divirta-se!



  • Adélia Prado: Bagagem
  • Aluísio Azevedo: O Cortiço
  • Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos /Noite na Taverna
  • Antonio Callado: Quarup
  • Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda
  • Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino
  • Augusto de Campos: Viva Vaia
  • Augusto dos Anjos: Eu
  • Autran Dourado: Ópera dos Mortos
  • Basílio da Gama: O Uraguai
  • Bernando Élis: O Tronco
  • Bernando Guimarães: A Escrava Isaura
  • Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados
  • Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo / Claro Enigma
  • Castro Alves: Os Escravos / Espumas Flutuantes
  • Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência / Mar Absoluto
  • Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H. / Laços de Família
  • Cruz e Souza: Broquéis
  • Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba
  • Dias Gomes: O Pagador de Promessas
  • Dyonélio Machado: Os Ratos
  • Erico Verissimo: O Tempo e o Vento
  • Euclides da Cunha: Os Sertões
  • Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro?
  • Fernando Sabino: O Encontro Marcado
  • Ferreira Gullar: Poema Sujo
  • Gonçalves Dias: I-Juca Pirama
  • Graça Aranha: Canaã
  • Graciliano Ramos: Vidas Secas / São Bernardo
  • Gregório de Matos: Obra Poética
  • Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas / Sagarana
  • Haroldo de Campos: Galáxias
  • Hilda Hilst: A Obscena Senhora D
  • Ignágio de Loyola Brandão: Zero
  • João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço
  • João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina
  • João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas
  • João Gilberto Noll: Harmada
  • João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos
  • João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro
  • Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha
  • Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela / Terras do Sem Fim
  • Jorge de Lima: Invenção de Orfeu
  • José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen
  • José de Alencar: O Guarani / Lucíola
  • José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto
  • José Lins do Rego: Fogo Morto
  • Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma
  • Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada
  • Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé
  • Luiz Vilela: Tremor de Terra
  • Lygia Fagundes Telles: As Meninas / Seminário dos Ratos
  • Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas / Dom Casmurro
  • Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias
  • Manuel Bandeira: Libertinagem / Estrela da Manhã
  • Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre
  • Mário de Andrade: Macunaíma / Paulicéia Desvairada
  • Mário Faustino: o Homem e Sua Hora
  • Mário Quintana: Nova Antologia Poética
  • Marques Rebelo: A Estrela Sobe
  • Menotti Del Picchia: Juca Mulato
  • Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo
  • Murilo Mendes: As Metamorfoses
  • Murilo Rubião: O Ex-Mágico
  • Nelson Rodrigues: Vestido de Noiva / A Vida Como Ela É
  • Olavo Bilac: Poesias
  • Osman Lins: Avalovara
  • Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande / Memórias Sentimentais de João Miramar
  • Otto Lara Resende: O Braço Direito
  • Padre Antônio Vieira: Sermões
  • Paulo Leminski: Catatau
  • Pedro Nava: Baú de Ossos
  • Plínio Marcos: Navalha de Carne
  • Rachel de Queiroz: O Quinze
  • Raduan Nassar: Lavoura Arcaica / Um Copo de Cólera
  • Raul Pompéia: O Ateneu
  • Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas
  • Rubem Fonseca: A Coleira do Cão
  • Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson
  • Stanislaw Ponte Preta: Febeapá
  • Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu / Cartas Chilenas
  • Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética
  • Visconde de Taunay: Inocência


Fonte de Pesquisa
http://educarparacrescer.abril.com.br


















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